Ex-ministro das Cidades, Helder Barbalho, do MDB
Por Congresso em Foco
Em entrevista ao Congresso em Foco durante o Fórum de Lisboa, o ex-governador do Pará e pré-candidato ao Senado Helder Barbalho afirmou que o diretório estadual do MDB aguarda uma definição da direção nacional do partido para formar alianças políticas em 2026, mas indicou que o posicionamento deve ser de liberdade em cada Estado e a tendência é ser "solidário" à reeleição de Lula.
"O MDB do Pará tem que aguardar qual será o posicionamento do MDB nacional. A tendência no partido é de que haja a liberação para que cada diretório possa deliberar sobre qual campo e qual candidatura estará a apoiar."
No Pará, Helder Barbalho declarou ter confiança na reeleição de Hana Ghassan, que assumiu o cargo quando o então governador se descompatibilizou para disputar vaga ao Senado. "Nós temos uma ampla aliança que dá sustentação à reeleição da governadora Hana, e temos relação com o presidente Lula e deveremos estar solidários à sua recandidatura", declarou.
Segundo o ex-governador, o "entrelace" com o governo atual permitiu investimentos importantes ao Estado do Pará em momentos estratégicos, o que pode ter continuidade caso Lula permaneça em mais um mandato.
Helder avaliou que as pesquisas eleitorais demonstram uma forte polarização entre os campos políticos liderados por Lula e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"A polarização persiste. De forma muito clara, as pesquisas demonstram a rigidez e a fidelização do voto nos campos progressista, liderado pelo presidente Lula, e conservador, liderado pelo Flávio Bolsonaro."
O ex-governador observou, contudo, que o cenário ainda pode sofrer alterações em razão de fatos externos à disputa eleitoral, especialmente investigações em andamento conduzidas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) relacionadas ao caso do Banco Master.
Nas últimas semanas, a pré-campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro à Presidência tem sido marcada por alegações sobre a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio, que inicialmente havia dito não conhecer o empresário, passou a confirmar encontros e conversas.
Para Helder Barbalho, as pesquisas refletem apenas o momento atual e previsões definitivas sobre o resultado da eleição ainda não podem ser feitas. "Eu diria que as pesquisas quantitativas representam a aferição deste momento. Portanto, não se pode cravar o que acontecerá diante destes fatos que podem fazer a mudança do cenário eleitoral", concluiu.
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