Quinta-Feira, 18 de June de 2026

Postado às 13h00 | 18 Jun 2026 | Cabo Deyvison recebe alta hospitalar e afirma que a sua luta vai continuar

Vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal, Cabo Deyvison (PL), deixou o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) nesta quinta-feira, 18, para continuar a sua recuperação em casa. Ele se recupera do atentado que sofreu na segunda-feira, 15

Crédito da foto: Reprodução Vereador Cabo Deyvison quando saia do Hospital Regional Tarcísio Maia

O vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal, Cabo Deyvison (PL), deixou o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) nesta quinta-feira, 18, para continuar a sua recuperação em casa. Ele estava internado desde a noite de segunda-feira, 15, quando foi atingido por tiros no atentado que sofreu quando estava realizando uma transmissão ao vivo da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel.

Deyvison se subemeteu a uma cirurgia para retirada de um projétil que ficou alojado em sua joelho. O procedimento ocorreu na terça-feira, 16, e como o quadro de recuperação evoluiu, a equipe médica decidiu pela alta hospitalar.

Na saíde do HRTM, o vereador agradeceu aos profissionais do Hospital Tarcísio Maia, equipe médica e servidores, e fez uma menção especial às forças de segurança do Rio Grande do Norte e do Ceará, que se uniram para elucidar o crime.

Cabo Deyvison também lembrou do assessor e amigo Alyson Dyego, que foi atingindo por disparos e morreu no local. “Um amigo, um irmão, que perdeu a vida e cuja memória continuará viva entre todos nós. Seguiremos buscando justiça e honrando sua história”, disse.

O vereador ainda afirmou que vai continuar a luta defendendo as famílias da periferia de Mossoró, papel que ele tem exercido com destaque desde que assumiu o mandato.

“Agora é hora de continuar a recuperação, mas saibam de uma coisa: o trabalho não vai parar. Em breve estarei de volta às ruas, fiscalizando, ouvindo a população, denunciando o que precisa ser denunciado e defendendo aquilo em que sempre acreditei. Tentaram interromper uma missão. Não conseguiram”, afirmou.

 

INVESTIGAÇÕES

A polícia apreendeu um fuzil calibre 5.56 e uma pistola na comunidade da Maísa, zona rural de Mossoró, durante as investigações do atentado contra o vereador e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL). No ataque ocorrido na noite de segunda-feira, 15, na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, o assessor Alyson Dyego, atingido por disparos, morreu no local.

A localização das armas ocorreu após o compartilhamento de informações entre as forças de segurança. Equipes realizaram diligências na região e encontraram o material bélico.

O armamento foi encaminhado para perícia técnica. Segundo a Polícia Militar, o objetivo é identificar se as armas possuem alguma ligação com o atentado que deixou o vereador ferido e provocou grande repercussão no município.

A análise também deverá verificar se o fuzil e a pistola foram utilizados em outros crimes registrados na região Oeste do estado.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos na ação criminosa e esclarecer as circunstâncias do atentado.

O caso

O vereador Cabo Deyvison foi atacado a tiros quando fazia uma transmissão ao vivo (live) em frente à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, zona leste de Mossoró. Ele foi atingido nas pernas, socorrido na UPA e transferido em seguida para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Na terça-feira, o vereador passou por cirurgia para retirada de um projétil no joelho. Seu quadro de saúde é estável.

No atentado, o assessor do vereador, cinegrafista Alyson Dyego, foi atingido com tiro na nunca e morreu no local. Dyego trabalhava com Deyvison desde o início do mandato, em 2025, e era responsável pela gravação de vídeos para as redes sociais do vereador. O seu corpo foi sepultado na terça-feira.

No leito do Hospital Tarcísio, Cabo Deyvison tem se comunicado com a população por meio de suas redes sociais. Em um dos vídeos, ele disse que não descarta qualquer linha de investigação do atentado, seja por ação de facções criminosas ou por motivação política.

“Nada está descartado, de envolvimento político e facção. Vamos acompanhar passo a passo a investigação”, disse.

Em outra gravação, o vereador chamou a atenção para a violência contra ele, sugerindo que a ação criminosa foi um meio para tentar calar a sua boca:

“Em 14 anos de polícia nunca sofri um atentado. Em um ano e meio como vereador, este é o segundo. Venho fiscalizando, dando vez e voz ao povo da periferia. Como estou defendendo o direito do nosso povo, sou atacado. Isso é terrorismo.”

 

 

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