Quarta-Feira, 12 de agosto de 2026

Postado às 09h15 | 05 ago 2026 | redação Governo do Rio Grande do Norte será disputado por seis homens e uma mulher

Na reta final das convenções partidárias, subiu para sete o número de candidatura Governo do Rio Grande do Norte. O partido AGIR confirmou a candidatura de Karlo Rodrigo Lúcio Vieira, conhecido como “Rodrigo Bolsonaro”, que foi candidato em 2022

Crédito da foto: Reprodução Rodrigo Bolsonaro (braços cruzados) é candidato a governador pelo AGIR

Da Redação do Jornal de Fato

Na reta final das convenções partidárias, subiu para sete o número de candidatos ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte. O AGIR confirmou a candidatura de Karlo Rodrigo Lúcio Vieira, conhecido como “Rodrigo Bolsonaro”, em convenção realizada na sede do partido em Natal. Também foi confirmado o nome de Socorro Batista para vice-governadora.

O AGIR ainda definiu duas postulações ao Senado: Gari Wendell Batista e o Coletivo Nós formado por Clóvis Costa, Gari Aldair e Priscila Dutra. O partido vai disputar as eleições deste ano no Rio Grande do Norte sem coligação.

Com a candidatura do AGIR, a sucessão da governadora Fátima Bezerra (PT) será disputada por seis homens: Cadu Xavier (PT), Allyson Bezerra (União Brasil), Robério Paulino (PSOL), Dário Barbosa (PSTU) e Rodrigo Bolsonaro; e uma mulher, a trabalhadora doméstica Arinalda Medeiros, do Unidade Popular.

Rodrigo Bolsonaro vai disputar o cargo de governador pela segunda vez. Nas eleições de 2022, ele concorreu pelo Democracia Cristã (DC). Antes, em 2016, foi candidato a prefeito de João Câmara pelo PSDB.

Empresário natalense, o candidato a governador afirma que é o único político de direita que disputará o governo estadual, e defende mudanças no estado a partir das eleições deste ano:

“Somos o único candidato da direita no Rio Grande do Norte. A gente tem projetos diferenciados em relação aos outros candidatos e a gente quer renovação, mudança no cenário político do Estado. Por isso que colocamos à disposição a nossa candidatura. O principal é que somos o único candidato da direita do Rio Grande do Norte, não tem outro, só Rodrigo Bolsonaro.”

Origem

AGIR é um partido de centro a centro-direita fundado em 1985 e registrado definitivamente em 1990. Foi criado como Partido da Juventude (PJ), renomeado em 1989 como Partido da Reconstrução Nacional (PRN). No ano 2000, mudou novamente e passou a se chamar Partido Trabalhista Cristão (PTC), já em 2021 anunciou uma nova mudança, passando a se chamar Agir, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou a mudança em março de 2022.

Ainda como PRN, elegeu o primeiro presidente via eleições diretas após a redemocratização do país, Fernando Collor de Mello, que sofreu em 1992 um processo de impeachment, junto com uma bancada de 40 deputados. O processo de impeachment teve um efeito devastador da imagem do partido e o PRN perdeu a maioria de seus deputados.

O partido tentou um processo de mudança de imagem, passando a se chamar Partido Trabalhista Cristão (PTC) declarando-se alinhado à democracia cristã, embora mantivesse atuação limitada no cenário eleitoral nacional.

Em 2022, em nova tentativa de renovação, a sigla alterou novamente sua identidade, passando a se chamar AGIR. A mudança veio acompanhada da proposta de se apresentar como um partido mais moderno, comprometido com pautas sociais e de participação cidadã, buscando romper com a associação histórica ao colapsado governo Collor.

Em 2023 o AGIR adotou os direitos das pessoas autistas como principal bandeira.

 

Hoje é o último dia para convenções partidárias

O prazo para a realização das convenções partidárias termina nesta quarta-feira, 5. As convenções são encontros em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições.

Depois das convenções, os partidos e federações têm até 15 de agosto para registrar os candidatos na Justiça Eleitoral. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte, 16. Já a propaganda eleitoral no rádio e na TV tem início no dia 28 deste mês.

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro. Os eleitores de todo o país irão às urnas para votar no presidente da República, vice-presidente, governador, vice-governador, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Em caso de necessidade de 2º turno, o pleito será realizado no último domingo de outubro, dia 25.

 

Confira a formação das seis chapas majoritárias

1 - Federação Brasil da Esperança

- Governador: Cadu Xavier (PT)

- Vice-governadora: Larissa Rosado (PSB)

- Senado Federal: Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT)

 

2 – Coligação PL/federação PSDB-Cidadania/Podemos/Novo

- Governador: Álvaro Dias (PL)

- Vice-governador: Babá Pereira (PL)

- Senado Federal: Styvenson Valentim (Podemos) e Coronel Hélio (PL)

 

3 – Coligação Esperança e Trabalho

- Governador: Allyson Bezerra (União Brasil)

- Vice-governador: Hermano Moris (MDB)

- Senado Federal: Zenaide Maia (PSD) e Tércio Tinoco (União Brasil)

 

4 – Psol

- Governador: Robério Paulino

- Vice-governadora: Lenny Grilo

- Senado Federal: Sandro Pimentel e Sônia Godeiro

 

5 – PSTU

- Governador: Dário Barbosa

- Vice-governadora: Nanda Soares

- Senado Federal: Luciana Mandu e Rosália Fernandes

 

6 – União Popular

- Governadora: Arinalda Medeiros

- Vice-governador: Francisco Dias

- Senado Federal: Professor Guilherme

 

7 – Partido AFGIR

- Governador: Rodrigo Bolsonaro

- Vice-governadora: Socorro Batista

- Senado Federal: Gari Wendell Batista e o Coletivo Nós formado por Clóvis Costa, Gari Aldair e Priscila Dutra

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