Investigações apontaram que o crime foi planejado, teve as tarefas divididas entre os envolvidos e foi acompanhado por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Missão”. Entre os indiciados, três são apontados como executores do ataque contra o vereador
Vereador Cabo Deyvison quando foi socorrido após sofrer ataque em junho deste ano
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu a investigação sobre o atentando contra o vereador de Mossoró e candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), ocorrido em junho deste ano. As investigações apontaram que o crime foi planejado, teve as tarefas divididas entre os envolvidos e foi acompanhado por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Missão”.
Seis suspeitos foram indiciados, sendo três apontados pela Polícia Civil como executores do ataque, dois como responsáveis pela coordenação e um por participação no crime.
A investigação também identificou um sétimo suspeito, conhecido como “União”, que seria ligado à coordenação do ataque. A identidade dele ainda não foi confirmada, e a Polícia Civil continua investigando o caso.
A Polícia Civil chegou a conclusão que o ataque estaria relacionado à atuação do Cabo Deyvson contra organizações criminosas que atuam nas periferias de Mossoró. O vereador se notabilizou no enfrentamento ao crime e, também, com forte atuação contra possíveis atos de corrupção na esfera pública. O seu mandato apresentou vários denúncias de supostas irregularidades no âmbito da Prefeitura de Mossoró.
O caso
Na noite de dia 15 de junho, em frente à UPA do Alto de São Manoel, Cabo Deyvison fazia uma transmissão ao vivo para denunciar o descaso com a saúde pública de Mossoró. Naquele momento, três homens armados chegaram em um Toyota Corolla preto e atiraram. O vereador foi atingido nas pernas e sobreviveu. Ele foi socorrido ainda na UPA e depois transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia.
O seu amigo e assessor, Alyson Dyego, que fazia as imagens, não teve a mesma sorte. Atingido por um tiro na nuca, ele morreu no local.
A investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, depoimentos, reconhecimentos, impressões digitais encontradas em veículos, perícias balísticas, armas e munições apreendidas, além de dados de celulares e mensagens atribuídas aos investigados.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e está à disposição do Ministério Público. A Polícia Civil informou que continua com as diligências para identificar o suspeito conhecido como “União” e verificar se outras pessoas participaram do atentado.
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