Polícia Militar no trabalho de rua
Da Redação do Jornal de Fato
A segurança pública é uma das áreas mais sensíveis no Rio Grande do Norte. Mesmo com o grande volume de investimentos feito pelo governo Fátima Bezerra (PT) ao longo dos últimos anos, principalmente no fortalecimento das forças de segurança: Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica, permanece o sentimento de insegurança no estado.
Essa área desafiará o futuro governo estadual, daí, a importância das propostas dos candidatos a governador para ampliar as ações e devolver ao povo potiguar a certeza da segurança.
Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil), que disputam o segundo turno, apresentaram seus planos para a segurança pública, que estão registrados na Justiça Eleitoral. Qualquer cidadão pode ter acesso ao conteúdo.
Chamado de "RN que Cresce Cuidando de Gente", o plano de Cadu de Lula é composto por 74 páginas e é dividido em 13 eixos temáticos. No eixo 12, que trata sobre segurança pública, a proposta do candidato prioriza a proteção da vida, integração entre instituições e da prevenção da violência.
Já Allyson Bezerra registrou um plano de 44 páginas com 167 propostas. A segurança pública, que está no capítulo 5 do documento, intitulado “Segurança com Integração e Presença do Estado”, destaca medidas relacionadas ao policiamento, à investigação criminal, à tecnologia e à valorização dos profissionais.
Confira as propostas dos dois candidatos a governador do Rio Grande do Norte.
Cadu de Lula: em defesa da vida
Legenda: Candidato Cadu de Lula, do PT
O plano do candidato do PT apresenta a segurança pública como uma política que deve combinar o enfrentamento à criminalidade com a prevenção da violência e a proteção da população. O documento defende uma atuação adaptada às características de cada território e maior cooperação entre os governos estadual, municipais e federal.
A proposta também relaciona a segurança a outras áreas, como educação, juventude, políticas para as mulheres, cultura, esporte e proteção social. O plano prevê atenção a grupos mais vulneráveis à violência e aponta a redução das mortes violentas e a melhoria da resposta das instituições entre os resultados esperados.
Entre as principais diretrizes estão:
- Prevenção da violência: desenvolver ações que considerem as características e as necessidades de cada território.
- Integração das instituições: ampliar a cooperação entre os órgãos de segurança dos governos estadual, municipais e federal.
- Inteligência e investigação: utilizar dados e informações para orientar a atuação das forças de segurança e enfrentar o crime organizado e outras modalidades criminosas.
- Proteção de grupos vulneráveis: direcionar ações a mulheres, crianças, adolescentes, jovens, população negra, pessoas LGBTQIA+ e idosos.
- Valorização dos profissionais: investir na formação permanente e em condições adequadas de atuação para os agentes de segurança.
- Avaliação de resultados: acompanhar os efeitos das políticas de segurança, com foco na redução da violência e na proteção da população.
Allyson Bezerra: integração das forças de segurança
O plano de Allyson Bezerra enfatiza a presença das forças de segurança nas ruas e a articulação entre diferentes instituições. O documento propõe organizar o policiamento conforme bairros, cidades, áreas rurais e divisas, além de integrar informações para melhorar a coordenação das operações e reduzir o tempo de resposta.
O uso de tecnologia também ocupa espaço entre as propostas, assim como o fortalecimento das investigações, o combate ao crime organizado e a proteção de grupos vulneráveis. O plano prevê ainda medidas voltadas ao sistema prisional, à perícia criminal, à prevenção de violências e à valorização dos profissionais da área.
Entre as principais propostas estão:
- Integração das forças: articular Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros, guardas municipais e outros órgãos em uma coordenação.
- Reforço do policiamento: planejar a presença policial na capital e no interior, considerando as necessidades de bairros, cidades, áreas rurais, rodovias e divisas.
- Uso de tecnologia: implantar videomonitoramento, reconhecimento facial, drones e ferramentas de análise de dados, com previsão de proteção de dados e supervisão humana.
- Crime organizado: fortalecer investigações, ações contra a lavagem de dinheiro e recuperação de ativos ligados à atividade criminosa.
- Proteção de grupos vulneráveis: ampliar a integração da Patrulha Maria da Penha com serviços de investigação, perícia e atendimento, além de prever ações de prevenção da violência contra crianças, jovens e outros grupos.
- Estrutura e valorização profissional: modernizar a perícia, reforçar a segurança do sistema prisional e investir na formação, nos equipamentos, na carreira e nas condições de trabalho dos profissionais.
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