A governadora eleita Fátima Bezerra (PT) subiu as escadarias do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) para convencer o Poder Judiciário a devolver as “sobras” orçamentárias, como parte das medidas de ajuste das contas públicas.
Em vão.
O presidente eleito e que assumirá o comando do TJRN em janeiro de 2019, desembargador João Rebouças, disse a Fátima que praticamente inexistem sobras para devolução.
Segundo Rebouças, as reservas financeiras do Tribunal de Justiça foram usadas no período de atraso dos repasses do duodécimo por parte do governo, para pagamento de salários e investimento na construção da nova sede do Judiciário.
De acordo com o futuro presidente, o TJRN usou R$ 238 milhões de suas reservas para manter os salários em dia, além de ter usado outra parte de recursos, pequena, segundo ele, para iniciar a construção da nova sede, na zona oeste de Natal.
João Rebouças, após fazer a explanação, disse que o Judiciário está aberto ao diálogo com o Executivo, e que está disposto a ajudar o estado sair da crise em que se encontra.
O encontro de Fátima Bezerra com o atual presidente do TJRN, desembargador Expedito Ferreira, e com o próximo presidente, João Rebouças, ocorreu nesta segunda-feira (19), na sede do Poder Judiciário.
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