Operação apreendeu dinheiro, armas e carros
Seis pessoas foram presas e mandados judiciais para bloquear R$ 14,8 milhões em contas bancárias foram cumpridos pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (18), durante uma operação que investiga rifas ilegais, além de crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
Segundo a polícia, os mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra três influenciadores digitais e outras pessoas ligadas a eles, investigados por promover as rifas ilegais.
As diligências foram realizadas nos municípios de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana da capital.
Durante a manhã, a polícia havia informado quatro prisões, mas atualizou o número de presos início da tarde.
Segundo a polícia, as rifas eram ilegais, porque não contavam com aval do Ministério da Fazenda. Nas ações, os influenciadores ofereciam veículos que chegavam a custar até R$ 200 mil e informavam que as pessoas podiam supostamente concorrer através de valores irrisórios, como R$ 0,25.
Além do bloqueio nas contas dos investigados, a Justiça determinou o sequestro de veículos supostamente utilizados para a prática de lavagem de dinheiro e para a promoção das rifas ilegais. Os carros foram avaliados, juntos, em mais de R$ 2 milhões.
"O valor corresponde ao montante identificado nas investigações, podendo a efetiva constrição patrimonial ocorrer de forma parcial ou total, a depender do resultado das medidas judiciais", informou a polícia.
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam redes sociais para divulgar e impulsionar as rifas, atraindo grande número de participantes e movimentando valores expressivos de forma irregular.
As identidades dos investigados não foram informadas pela polícia. Mais informações sobre o caso deverão ser divulgadas ao longo desta quarta-feira (18), segundo informou a corporação.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que continuará a fazer diligências para a investigação. A ação recebeu o nome de “Operação Rifeiros” e contou com a atuação de mais de 50 policiais civis.
Fonte: g1
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