Carga de cigarros apreendida pela polícia no RN
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal potiguar 11 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa envolvida, segundo a investigação, com contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro. De acordo com o MPF, o grupo utilizava o litoral norte potiguar como porta de entrada para cargas vindas do exterior, que abasteciam o Rio Grande do Norte, a Paraíba e Pernambuco.
Entre agosto de 2024 e novembro de 2025, flagrantes realizados durante as investigações resultaram na apreensão de mais de 3,4 milhões de maços de cigarros contrabandeados, avaliados em aproximadamente R$ 14 milhões, segundo o MPF. Parte das principais apreensões ocorreu em Natal e Mossoró.
Segundo o MPF, as cargas de cigarros contrabandeados chegavam ao Brasil em embarcações vindas do exterior e eram desembarcadas em áreas de salinas entre os municípios de Porto do Mangue e Macau, no litoral norte potiguar.
A investigação aponta que os envolvidos aproveitavam períodos de maré cheia, também chamada de preamar, para facilitar a entrada de embarcações maiores por canais de acesso restrito e com menor fiscalização.
Depois do desembarque, os cigarros eram colocados em caminhões. Veículos menores seguiam à frente como “batedores”, ainda segundo a investigação, monitorando a presença de policiais nas estradas e alertando os responsáveis pelo transporte.
Cigarros eram levados para depósitos no RN e na Paraíba
De acordo com o MPF, as cargas eram levadas para depósitos em municípios do interior. No RN, a denúncia cita Riachuelo e São Paulo do Potengi. Na Paraíba, um dos locais apontados é Algodão de Jandaíra.
A partir desses pontos, os cigarros eram encaminhados para outros locais de comercialização por meio de rodovias federais e estaduais, abastecendo diferentes pontos nos estados envolvidos na investigação.
Torres de celular foram usadas na investigação
A denúncia apresentada pelo MPF reúne diferentes elementos de prova, entre eles a análise de torres de telefonia celular, conhecidas como ERBs. Segundo o órgão, os dados permitiram identificar deslocamentos simultâneos de suspeitos em momentos relacionados aos crimes investigados.
A acusação também considera informações obtidas em diversos flagrantes realizados entre agosto de 2024 e novembro de 2025, principalmente em Natal e Mossoró. As ações resultaram na apreensão de mais de 3,4 milhões de maços de cigarros contrabandeados, avaliados em aproximadamente R$ 14 milhões.
Empresários, motoristas e policial militar estão entre denunciados
Segundo o MPF, a organização investigada tinha funções distribuídas entre diferentes integrantes, incluindo logística, contatos internacionais e segurança armada. Entre os 11 denunciados estão, de acordo com o órgão, empresários, motoristas e um policial militar.
A denúncia é resultado da Operação Karkinos, realizada em novembro de 2025 pelo MPF e pela Polícia Federal, com apoio da Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal.
O MPF denunciou os 11 investigados pelos crimes de integração de organização criminosa, contrabando qualificado e lavagem de capitais. A ação penal tramita na Justiça Federal do RN sob o número 0001271-68.2026.4.05.8403.
Fonte: NOVO Notícias
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