O policial civil do Rio Grande do Norte, Newton Brasil de Araújo, morto em 2018 quando tentava impedir um assalto em Natal, foi homenageado nesta terça-feira (30) pelos colegas de profissão. Uma sala em uma delegacia agora tem o nome em referência à ele.
A equipe da 5ª DP de Natal, onde o agente Brasil trabalhava, em homenagem referente aos dois anos da morte, fez a inauguração da “Sala de Investigações APC Newton Brasil”, recebendo os familiares do colega.
O ato simbólico, de acordo com o APC Guilherme Queiroz, foi em reconhecimento a todo o trabalho realizado por Brasil na Polícia Civil e em memória de todas as coisas boas que ele semeou entre seus colegas de profissão.
Os familiares do APC Brasil estiveram presentes na delegacia, nesta manhã, e também receberam uma placa de homenagem. “Júnior, como nós o chamávamos, morreu fazendo o que amava. Ele amava ser policial, amava vir para essa delegacia trabalhar. Infelizmente, a sociedade não reconhece os policiais como deveria e o Estado não reconhece os policiais como eles merecem. Essa homenagem, porém, representa o que ficou do meu irmão no coração de cada um profissional que trabalhava com ele e deve ser vista como um exemplo por todos aqueles que desenvolvem sua profissão com amor”, comenta Thayse Duarte.
Edilza Faustino, presidente em exercício do SINPOL-RN, também esteve presente e ressaltou: “Queremos parabenizar a toda equipe da 5ª DP por não deixar a estrela de Brasil se apagar. Essa homenagem é justa por todo aquilo que ele representou para a instituição, mas, principalmente, para seus familiares, como filho, marido e pai que foi, e para seus colegas de profissão. Vivemos um momento de crise que ressalta a importância do policial na linha de frente, combatendo um inimigo invisível, mas não podemos esquecer que diariamente nossa categoria está na linha de frente combatendo os inimigos reais e, por isso, todos os dias saímos de casa sem saber se iremos voltar”.
O APC Guilherme Queiroz, que é diretor do SINPOL-RN e convivia diariamente com o APC Brasil, finaliza: “Todos nós temos na memória a alegria, a bondade e o profissionalismo dele. Essa é uma singela homenagem dos seus colegas de trabalho da 5ª DP, mas não podemos deixar de dizer que a homenagem maior seria se a própria instituição Polícia Civil desse a resposta que os familiares estão esperando, que é resolução completa do crime, com a prisão e condenação dos que tiraram a vida dele”.
O APC Brasil morreu em junho de 2018, quando tentava impedir um assalto no bairro de Lagoa Nova, na capital.
Com informações do Sinpol-RN.
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