Terça-Feira, 23 de outubro de 2018

Postado às 10h00 | 03 Jan 2018 | Redação Servidores estaduais da saúde e docentes da UERN realizam ato na Reitoria

Crédito da foto: Olivar Silveira Manifestantes no pátio da Reitoria na manhã desta quarta-feira

Os professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), servidores estaduais da saúde e outras categorias participaram na manhã desta quarta-feira, 3, de um ato unificado. A manifestação ocorreu em frente a Reitoria da UERN, no Centro da cidade.

O protesto teve início por volta das 8 horas. As categorias denunciam a falta de pagamento dos salários de novembro, dezembro e 13º salários. Os servidores públicos do RN não recebem salários em dia desde Janeiro de 2016.

Valdomiro Morais, representando a Associação dos Docentes da UERN (Aduern), e Aldiclésio Maia, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do RN (Sindisaúde), regional de Mossoró, foram categóricos em afirmar que a reinvindicação principal das categorias está longe de ser atendida pelo Governo do Estado: a regularização dos salários.

“Nós até tivemos alguns avanços, como a manutenção dos aposentados na folha de pagamento da UERN, a questão do abono saúde, mas o ponto principal que é a regularização dos salários o governo ainda não apresentou uma proposta concreta para os servidores estaduais”, disse Valdomiro.

“Os trabalhadores continuam faltando ao serviço porque não têm condições de se deslocar até o Tarcísio Maia. Para se ter ideia, no último dia primeiro, quinze servidores faltaram ao trabalho porque não tinham condições de chegar até o hospital por conta dos atrasos salariais. Tivemos de remanejar o pessoal para cobrir”, explicou Aldiclésio.

O diretor do Sindsaúde Mossoró esclarece também a falta de medicamentos, insumos e falta de leitos UTI para os pacientes do HRTM nesses primeiros dias de 2018.

“Além dessa questão dos atrasos, nós também estamos sofrendo com a falta de medicamentos, insumos no hospital. Está um caos. Ontem (terça-feira) nove pessoas precisavam de um leito de UTI, treze pacientes estavam pelos corredores e mais 14 em macas espalhadas pela unidade. O Tarcísio Maia está um caos geral”, informou.

Aldiclésio Maia também falou sobre o remanejamento de R$ 225 milhões da saúde que seriam para o pagamento dos policiais militares autorizado pelo Tribunal de Justiça. Segundo ele, o sindicato é totalmente contra a medida.

“Somos totalmente contrários a esse remanejamento. A gente já tem pouco recurso. Tirar de onde não tem não será benéfico para ninguém. Se pelo menos fosse para investir na saúde tudo bem, mas não é. O governo já fechou dois hospitais em Mossoró dizendo que não tinha dinheiro para mantê-los”, disse.

Valdomiro Morais relatou que nesta quinta-feira, 4, os professores da instituição se reúnem em assembleia. O encontro será para fazer um balanço da greve, que já dura mais de 50 dias, e pensar as estratégias de luta para garantir o pagamento dos salários em dia. A assembleia terá início às 9h, na sede do sindicato, em Mossoró. Os docentes entraram em greve no dia 10 de novembro do ano passado.

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