Terça-Feira, 23 de outubro de 2018

Postado às 08h00 | 27 Fev 2018 | Redação Governo diz que não há motivos para professores continuar greve

Crédito da foto: Divulgação/Aduern Audiência realizada nesta segunda-feira (26) não apresentou avanço nas negociações

Fracassou mais uma audiência entre o Governo do Estado e os servidores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). O encontro realizado nesta segunda-feira (26) não apresentou avanço na negociação para o encerramento da greve dos professores e dos técnicos administrativos da universidade. O Governo, mais uma vez, não apresentou proposta para botar o salário dos servidores em dia.

Além de não apresentar a proposta exigida pelos professores, a chefe de Gabinete Civil do Governo do RN, Tatiana Mendes Cunha, questionou se há motivos para a manutenção da paralisação. “Não concordamos que haja motivos para continuar um movimento desse por tanto tempo. Ninguém deve ficar tanto tempo sem trabalhar”, avaliou a secretária, de acordo com informações da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN).

Tatiana Mendes argumentou que a situação caótica do Estado tem atingido todas as outras categorias e que o tratamento relegado à universidade não é diferente do que outros trabalhadores do funcionalismo público estadual vêm recebendo.

A presidenta da Aduern, Rivânia Moura, rebateu a secretária e disse que nenhum trabalhador, de qualquer categoria, pode ser obrigado a trabalhar sem receber salário. Rivânia destacou o documento conjunto elaborado pela Reitoria, Aduern, Sindicato dos Técnicos Administrativos (SINTAUERN) e Diretório Central dos Estudantes (DCE), que demonstra a preocupação e a responsabilidade com a universidade, bem como a disposição para o diálogo com o Governo. “Não há possibilidade de encerrar o movimento grevista sem que haja uma proposta coerente para os servidores da universidade”, reafirmou Rivânia.

O presidente do Sintauern, Elineudo Mello, também rebateu Tatiana, relatando que diariamente recebe apelo dos técnicos da universidade, que, em função do atraso salarial, tem tido dificuldade para garantir necessidades básicas, como transporte e alimentação.

“Não pensávamos que estaríamos hoje lutando para receber nossos salários. Nossa expectativa era que receberíamos janeiro e fevereiro em dia. Não vamos sair daqui e pedir para a categoria voltar a trabalhar sem seus salários, temos servidores que estão pagando para trabalhar” destacou Elineudo Mello.

Antes defensor de um entendimento para o encerramento da paralisação, o reitor da Uern, Pedro Fernandes, lembrou que a crise se tornou tão aguda e agressiva na vida dos servidores da Uern que é impossível retornar aos postos de trabalho sem nenhuma proposta para as categorias.

“Em algum momento chegamos a pedir o fim da greve, mas não tem como. É impossível chegar para os professores e para os técnicos e pedir que voltem a trabalhar sem nenhuma proposta que coloque os salários em dia. Não tem como pedir que um servidor trabalhe sem receber. Esperamos a sensibilidade do Governo para que encontre uma alternativa para essa situação”, destacou Pedro Fernandes.

Sem apresentação de uma proposta, a greve dos professores e dos técnicos administrativos continua. Os docentes paralisaram as atividades em 10 de novembro, e os técnicos em 10 de janeiro.

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