Quarta-Feira, 20 de fevereiro de 2019

Postado às 12h45 | 06 Fev 2019 | Redação RN tem o quinto menor efetivo de policiais civis, aponta levantamento

Crédito da foto: Divulgação O Sinpol/RN lembra ainda que a PCRN está há dez anos sem realizar concurso publico

Levantamento da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) aponta que o Rio Grande do Norte tem o 5º menor efetivo de policiais civis. Atualmente, o estado conta com apenas 1.398 agentes. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte (Sinpol/RN), o efetivo policial civil necessário ao RN era 5.150 policiais.

De acordo com o Sinpol/RN, a Polícia Civil do RN é uma instituição que vem sendo sucateada há anos, e que seus profissionais trabalham em delegacias com condições estruturais totalmente adversas, salários atrasados, sem equipamentos adequados e com sobrecarga de demandas. A entidade lembra ainda que a PCRN está há dez anos sem realizar concurso publico.

Estudos realizados por duas universidades em Santa Catarina (UFSC e UNISUL), que envolvem a atividade policial civil, demonstram que 60% do efetivo estava acometido por síndrome de burnout, caracterizando a atividade como de estresse excessivo e demonstrando não haver diferença significativa entre o policial operacional de rua e aquele que faz atividade de atendimento ao publico e coleta de oitivas, referentes a atividades internas. Fadiga e sobrecarga de trabalho são uns dos itens desencadeadores da síndrome. O efetivo policial civil de SC é maior que do RN.

Segundo o sindicato, a PCRN não possui um sistema informatizado que possa garantir otimização do efetivo e uma melhor eficiência na resolução dos crimes, o que também impede a mensuração dos resultados dos trabalhos produzidos demonstrando a produção individualizada por área, por delegacia e por policial. A falta de sistemas informatizados adequados também gera uma subnotificação dos crimes, ausência de informação sobre a criminalidade em diversas áreas e ausência de compartilhamento de informações entre as forças de segurança no estado. Soluções simples para esta situação existem, mas a burocracia e a inscícia por parte dos gestores da nossa instituição relativa a políticas de tecnologia, impedem a implantação de sistemas inteligentes.

O Sinpol/RN lembra que muitos policiais se submetem a mais de 70 horas semanais de carga horária, para terem uma complementação salarial em diárias operacionais. O salário em início de carreira de agentes e escrivães é de R$3.755,48, temos um dos piores salários do Brasil, 24º do ranking entre estados. Os policiais civis sofrem há mais de dois anos com regulares atrasos salariais.

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