Exames que são feitos nas três Unidades de Pronto-Atendimento Atendimento são levados para uma empresa privada contratada pela Prefeitura. O mesmo acontece no PAM do Bom Jardim. A terceirização custa alguns milhões aos cofres do município de Mossoró
Aparelhos lacrados nas UPAs
Da Redação do Jornal de Fato
A gestão do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) nega que atrasou pagamento de empresa terceirizada para realizar exames nas três Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) do município. A denúncia feita por servidores da saúde foi publicada na edição do Jornal de Fato desta quinta-feira, 7, com a manchete: “Por falta de pagamento, empresa lacra aparelhos de exames das UPAs”.
A Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró (SMS), por meio de nota assinada pelo titular da pasta, professor Almir Mariano, afirma que a informação “não procede” e que “os exames seguem acontecendo normalmente”.
A nota diz que a empresa em questão (sem citar o nome) teve contrato encerrado pela Secretaria de Saúde em razão do descumprimento do então contrato por parte da empresa. “A Secretaria de Saúde reforça que os exames seguem acontecendo normalmente, sendo direcionados para laboratório externo, sem nenhum prejuízo à população”, afirma.
A reportagem do Jornal de Fato voltou a conversar com os servidores que denunciaram o caso e eles reafirmaram que os exames deixaram de ser realizados dentro das UPAs dos bairros Santo Antônio, zona norte de Mossoró; São Manoel, zona leste; e Belo Horizonte, zona sul. Eles relatam que agora a coleta em pacientes é feita nas unidades e são levados para uma empresa terceirizada que funciona na estrutura da Maternidade Almeida Castro.
“Os resultados dos exames demoram a retornar para os médicos que atendem nas UPAs. A consequência disso é o comprometimento no tratamento da saúde dos pacientes”, aponta um servidor que pediu para não ser identificado, temendo sofrer perseguição.
Terceirização
No início deste ano, uma reportagem do Jornal de Fato revelou que o prefeito Allyson Bezerra estava terceirizando a realização de exames laboratoriais, que deveriam ser feitos no PAM do bairro Bom Jardim, que dispõe de estrutura para esse fim.
No mês de março, o Diário Oficial do Município publicou um contrato do município com a empresa L. A. Melo Martins Análises Clínicas ME, no valor de R$ 2.855.25,60, para fazer os exames que seriam do PAM do Bom Jardim.
O blog do jornalista Bruno Barreto apurou que Luís Antonio Melo Martins, dono da empresa que ganhou o contrato, é primo do secretário de governo Rodrigo Forte de Melo que na época da assinatura do contrato, 20 de dezembro, era o consultor geral do município.
Na época, ouvido pelo blog, Rodrigo Forte disse que coube a então secretária de saúde Morgana Dantas conduzir a contratação e disse não saber se realmente a empresa é de um primo seu.
A L. A. Melo Martins Análises Clínicas tem como nome fantasia Lablam Laboratório de Análises Clínicas cujo endereço é a Rua Juvenal Lamartine, 807, Sala 04, no bairro Bom Jardim.
“A empresa foi contratada com dispensa de licitação para fazer exames laboratoriais como hematologia, imunologia/hormônios, bioquímica, microbiologia, urinálise, gasometria, coagulação e marcadores cardíacos portáteis”, afirmou a reportagem.
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