Professores, estudantes, técnico-administrativos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) vão paralisar as atividades nesta quarta-feira, 15. Em assembleia nesta sexta-feira, 10, os servidores aprovaram a participação na “Greve Nacional da Educação”.
Segundo o Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do Rio Grande do Norte (Sintest/RN), a medida é denunciar os inúmeros retrocessos, como o contingenciamento de recursos para as universidades públicas, o fim dos concursos públicos, os ataques à autonomia universitária, o congelamento de salários, a privatização e a precarização da educação com o aprofundamento das políticas de mercantilização, além da destruição da Previdência Social prevista pela PEC 6/19.
“É com muita preocupação que eu vejo o momento em que a educação no Brasil se encontra. Aos poucos as universidades estão sendo sucateadas, para lá na frente o governo dizer que não tem mais como sustentar e partir pra privatização”, afirma Kaliane Morais, coordenadora geral do SINTEST/UFERSA.
Na última terça-feira o Fórum dos Servidores Públicos do Oeste Potiguar se reuniu com docentes, estudantes e sindicalistas na sede da ADUERN para planejar o ato do dia 15 de maio. A princípio, a concentração ficou marcada para as 08h em frente a UFERSA. O Fórum vai marcar outra reunião para discutir a logística do ato.
“O corte de 30% é muito mais profundo do que se imagina. Isso não vai refletir apenas na universidade, mas no comércio, no funcionamento geral da sociedade. Nós vamos defender a paralisação. Os companheiros precisam articular seus colegas de setores para somar nessa luta”, declara Francimar Honorato, coordenador de comunicação do SINTEST/UFERSA.
Ainda na assembleia, o servidor Jeferson Santos, lotado no campus de Caraúbas, sugeriu que os servidores fizessem uma campanha nas redes sociais com depoimentos através de vídeos ou fotos sobre a importância da educação na sua vida e também convocando a categoria para participar da paralisação do dia 15.
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