Segunda-Feira, 27 de April de 2026

Postado às 15h45 | 27 Apr 2026 | redação Fátima: 'As velhas elites vão conseguir tirar a cadeira de senador que é do PT '

Crédito da foto: Reprodução Governadora Fátima Bezerra com a vereadora Samanda Alves

A governadora Fátima Bezerra participou neste domingo (26) do 8º Congresso Nacional do PT, realizado em Brasília (DF). No evento, a chefe do Executivo potiguar afirmou que Cadu Xavier chegará ao segundo turno, que Samanda Alves vai conquistar o Senado e lembrou da sua saída da disputa nas eleições deste ano: “as velhas elites fizeram uma manobra para me tirar da disputa, mas não conseguiram e nem vão conseguir tirar a cadeira de senador que é do PT e do povo do Rio Grande do Norte”. 

O discurso fez referência ao rompimento do vice-governador Walter Alves (MDB), que se aliou à chapa da oposição encabeçada por Allyson Bezerra (União) e inviabilizou o plano inicial de renúncia de Fátima Bezerra. Com isso, a governadora decidiu permanecer na gestão até o final do mandato.

“Eu quero dizer que eles não ousem subestimar a força de uma mulher que nunca se moveu por vaidade nem por projeto pessoal. Dei demonstração disso ao longo da minha vida, dos quase 40 anos de militância que eu tenho no Partido dos Trabalhadores. Se pensavam que nós íamos ficar assistindo a tudo isso parados, muito pelo contrário. Eu tô na luta com mais coragem ainda, com mais garra ainda, junto com a nossa militância”, afirmou Fátima Bezerra.

“Aí é que eu vou me envolver mais ainda. Primeiro, pelo respeito e pelo amor que eu tenho ao povo do Rio Grande do Norte, e pelo respeito e pelo compromisso que a gente tem com o projeto nacional e com o projeto regional. Eu quero dizer aqui a vocês, inclusive com base em pesquisas internas que nós temos. Podem escrever, nós vamos levar Cadu Xavier ao segundo turno e eleger governador do estado. E a cadeira que honrosamente, enquanto senadora, eu ocupei em 2014, representando o povo do Rio Grande do Norte, essa cadeira vai voltar a ser do PT e do povo do Rio Grande do Norte, porque nós vamos eleger Samanda senadora no Rio Grande do Norte”, discursou a petista.

O Congresso, tendo como palavras-chave “Soberania, Reconstrução e Futuro”, reuniu cerca de 600 delegados de todo o país. Cadu e Samanda participaram do encontro, assim como dirigentes nacionais do PT oriundos do RN, parlamentares como Isolda Dantas, Divaneide Basílio, Brisa Bracchi, Daniel Valença, Marleide Cunha e mais nomes.

Lula não pôde comparecer ao encerramento do Congresso por recomendação médica. O presidente foi submetido a dois procedimentos médicos, mas enviou uma mensagem para a militância na abertura do Congresso, em que pediu ao partido que elabore propostas factíveis para o futuro e os desafios do país, em um novo mandato.

A pedido do presidente, foi reproduzido integralmente o discurso feito por ele durante a 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, em Barcelona. Na fala, o petista descreve como a crise do capitalismo abriu caminho para a chegada dos radicais na política. 

“A extrema direita soube capitalizar o mal-estar das promessas não cumpridas do neoliberalismo. Canalizou a frustração das pessoas inventando mentiras e mais mentiras: falando das mulheres, falando dos negros, falando da população LGBTQIA+, falando dos imigrantes. Ou seja, todas as pessoas mais necessitadas passam a ser vítimas do discurso de ódio que essas pessoas fazem. Nosso papel é apontar o dedo para os verdadeiros culpados”, afirmou Lula.

“Eles querem que as pessoas acreditem que qualquer um pode chegar lá. Alimentam a falácia da meritocracia. Mas chutam a escada para que outros não tenham a mesma oportunidade de subir. Pagam menos impostos, ou nada, e exploram o trabalhador, destroem a natureza, manipulam algoritmos. A desigualdade não é um fato. É uma escolha política. O que faz de nós progressistas é escolher a igualdade. Nosso lema deve ser estar sempre do lado do povo. Essa luta precisa ser global”, prosseguiu o presidente.

Lula também convocou o campo progressista a combater o sectarismo e mencionou a tentativa de golpe de Estado no Brasil, que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro a ser condenado a 27 anos de prisão. O petista ainda definiu as estratégias para encarar o bolsonarismo.

“A extrema direita grita, mente e ataca. Não podemos ter medo de falar mais alto e com muita responsabilidade. Não devemos ter medo de contrapor argumentos. O risco que a extrema direita representa à democracia não é retórico, é real. No Brasil, ela planejou um golpe de Estado. Orquestrou uma trama que previa tanques nas ruas e assassinatos do presidente eleito, do vice-presidente e do presidente da Justiça Eleitoral”, criticou Lula.

“A internet se tornou um campo de batalha. Disputar as redes virtuais é uma tarefa incontornável. Mas a disputa tem que ir além das telas. Tem que ser levada para as universidades, para as igrejas, para os sindicatos, para as associações, para os bairros e para sociedade como um todo”, pregou.

Fonte: Saida Mais

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