Domingo, 26 de maio de 2019

Postado às 11h45 | 06 Mai 2019 | Redação Setor imobiliário prevê entre 2 e 3 mil novos empregos com a venda de poços maduros na região

Crédito da foto: Arquivo Exploração de poços maduros deverá aquecer economia mossoroense

Na última semana, a Petrobras anunciou a venda de 34 campos maduros de petróleo na região Oeste do Rio Grande do Norte. Os contratos de compra e venda dos aditivos da petrolífera brasileira, que incluem os poços no Oeste potiguar, foram assinados pela empresa Petrorecôncavo no valor de R$ 1,516 bilhão.

A princípio, os poços tinham sido negociados com a petrolífera 3R Petroleum no final do ano passado. Contudo, a empresa não efetivou o pagamento da primeira parcela dentro do prazo estipulado em contrato, cabendo à segunda melhor oferta o direito na compra dos aditivos.

A compra dos aditivos pela Petrorecôncavo prevê o pagamento em três parcelas, sendo a primeira parcela no valor de 28,8 milhões de dólares, a segunda no valor de 239,9 milhões de dólares e a terceira custando 61,5 milhões de dólares à Petrolífera.

A exploração dos campos maduros petrolíferos na região Oeste do estado viabiliza um aquecimento econômico no setor produtivo e de serviços mossoroenses. A cidade que se expandiu consideravelmente após a chegada da Petrobras décadas atrás poderá ter um novo fôlego econômico com a continuidade da exploração dos poços terrestres na região circunvizinha.

Parte do programa de desinvestimento da Petrobras, os 34 poços maduros produzem, atualmente, cerca de 6 mil barris por dia, e foram reunidos em um único pacote para venda. Com média de 40 anos de produção petrolífera, os poços comprados pela Petrorecôncavo fazem parte do polo Riacho da Forquilha, localizadas a 40 km ao sul de Mossoró, embora dispersas geograficamente.

Estando tão próxima a Mossoró, a exploração desses poços é acompanhada com atenção por setores econômicos da cidade, como os setores da construção civil e imobiliário. Com uma maior exploração petrolífera na região, esses setores deverão ser um dos primeiros a sentirem os impactos positivos, assim como o comércio local.

Para o empresário Jansen Nogueira, a venda dos poços maduros é percebida no setor imobiliário com “muita alegria”. “Entendemos que milhares de famílias de funcionários passarão fomentar o mercado e toda a cadeia produtiva da cidade e da região”, argumentou Nogueira.

Contudo, ele se mostra cauteloso sobre os próximos meses. Nogueira explica que “o mercado exige ações palpáveis e reais para fluir”, mas que o setor acredita “que a produção deverá iniciar suas operações em breve”, aquecendo a economia local.

O retorno da exploração petrolífera na circunvizinhança mossoroense projeta a expectativa de recuperação econômica após o programa de descontinuação da Petrobras na cidade. “[Após a redução da exploração petrolífera], deixou de circular muito dinheiro em toda a região, reduzindo muito o fluxo de negócios imobiliários e diminuindo consideravelmente a liquidez das transações com imóveis, sem falar na diminuição das atividades sociais que resultam desses dividendos”, conjeturou Nogueira.

Exploração de petróleo cresce e pode aquecer economia

Entre fevereiro e março de 2019, o Brasil produziu mais de 2,5 milhões de barris de petróleo por dia. O valor representa um aumento de quase 3% da produção petrolífera da empresa para o período.

O aumento da exploração promove um clima de otimismo em setores locais e regionais da economia que são afetados direta e/ou indiretamente pelas exploração de petróleo. Mais: os royalties são comumente usados para auxiliar no equilíbrio da economia dos Estados.

No Rio Grande do Norte, o Governo do Estado busca leiloar os royalties de petróleo e gás previstos até 2022, com a expectativa de rendimento de mais de R$ 300 milhões que auxiliaria o pagamento de salários atrasados dos servidores públicos estaduais.

Embora a bacia potiguar seja considerada madura, o estado ainda possui capacidade considerável para exploração petrolífera, comprovada pela recente venda de 34 poços maduros na região Oeste norte-rio-grandense.

Em consonância com a produção nacional de petróleo, a venda dos 34 poços projeta um clima de otimismo com a viabilidade do aumento da produção nesses poços, gerando emprego e renda na economia local.

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