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Segundo os professores, mais de 119 não terão mais seus contratos renovados com a instituição. Somente 28 podem ainda ter a renovação do vínculo aceita. Fernando Domingos e Sueilton Braz disseram que os professores não poderia pagar por uma situação que já se arrastava há muito tempo.

“A gente não poderia pagar por um erro que já vinha ocorrendo. Eles (Reitoria) estão tentando corrigir um erro cometendo outro. Esses professores estão sendo demitidos dentro de um discurso de ilegalidade. É um discurso fragilizado. Na reunião que ocorreu pela manhã antes da ocupação disseram que avaliariam a situação caso a caso, mas a tarde vieram com outro discurso ditatorial e mudaram tudo”, disseram.

Na última quarta-feira, 6, os professores desocuparam o pátio da Reitoria após um ato público. Eles haviam ocupado o local na noite da quinta-feira, 30. Durante o ato, O vigário geral da Diocese de Mossoró, Padre Flávio Augusto, registrou o apoio da Igreja Católica á luta dos trabalhadores e trabalhadoras da UERN.

“A posição da Igreja Católica é sempre clara em relação à universidade. Desde o princípio fazemos parte da história da UERN, e ontem, através de nossa nota, reafirmamos isso. Para nós, a UERN tem de ser sempre pública, gratuita e de qualidade. Qualquer governador ou governo que vier, faça o que quiser, mas esta será nossa defesa incondicional”, afirmou o religioso.

Em nota publicada no último dia 1º, a UERN disse que contratos temporários não existem meios legais para a prorrogação dos contratos conforme a Lei 9.939/15. A instituição alega que os vínculos já haviam sido prorrogados uma vez e por impedimento do artigo oitavo da lei que impede uma nova prorrogação.

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Domingo, 17 de dezembro de 2017

Postado às 11h45 | 07 Dez 2017 | Redação Professores se movimentam para tentar desconstruir discurso contra a ocupação

Crédito da foto: Marcos Garcia Fernando Domingos e Sueilton Braz estiveram nesta manhã na redação do DE FATO

Os professores provisórios têm procurado os meios de comunicação de Mossoró para esclarecer, segundo eles, o discurso que criminaliza a resistência do grupo a demissão de mais de 140 substitutos dos quadros da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Os professores Fernando Domingos, do curso de História de Assu, e Sueilton Braz, professor de Letras de Pau dos Ferros, estiveram na redação do JORNAL DE FATO e falaram a respeito dos últimos acontecimentos.

“Nós estamos passando na mídia mossoroense para esclarecer a população a nossa ocupação na Reitoria. Estamos tentando descontruir o discurso que criminaliza a nossa resistência contra a demissão dos mais de cem professores substitutos na UERN. Lançaram notas culpando a ocupação por inviabilizar atividades vitais. Fizemos encaminhamentos para o que precisaria funcionar na Reitoria, porém, a partir da ocupação não houve nenhum movimento para fazer funcionar. Quiseram colocar culpa nos professores”, disse Domingos.

“A reitoria quebrou um acordo que fez conosco em uma reunião que durou uma manhã inteira e se negou a reverter uma decisão, que foi um erro da própria Reitoria e que resultou na demissão de 119 professores e professoras. Esta ocupação foi muito importante para todos nós, pois chamou a atenção de toda a sociedade sobre o que está acontecendo na UERN, com os trabalhadores e trabalhadoras desta universidade. Esperamos que nossa luta, nosso grito, possa ser ouvido por toda a sociedade potiguar”, destacou ainda o professor ao site da Aduern.

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“A gente não poderia pagar por um erro que já vinha ocorrendo. Eles (Reitoria) estão tentando corrigir um erro cometendo outro. Esses professores estão sendo demitidos dentro de um discurso de ilegalidade. É um discurso fragilizado. Na reunião que ocorreu pela manhã antes da ocupação disseram que avaliariam a situação caso a caso, mas a tarde vieram com outro discurso ditatorial e mudaram tudo”, disseram.

Na última quarta-feira, 6, os professores desocuparam o pátio da Reitoria após um ato público. Eles haviam ocupado o local na noite da quinta-feira, 30. Durante o ato, O vigário geral da Diocese de Mossoró, Padre Flávio Augusto, registrou o apoio da Igreja Católica á luta dos trabalhadores e trabalhadoras da UERN.

“A posição da Igreja Católica é sempre clara em relação à universidade. Desde o princípio fazemos parte da história da UERN, e ontem, através de nossa nota, reafirmamos isso. Para nós, a UERN tem de ser sempre pública, gratuita e de qualidade. Qualquer governador ou governo que vier, faça o que quiser, mas esta será nossa defesa incondicional”, afirmou o religioso.

Em nota publicada no último dia 1º, a UERN disse que contratos temporários não existem meios legais para a prorrogação dos contratos conforme a Lei 9.939/15. A instituição alega que os vínculos já haviam sido prorrogados uma vez e por impedimento do artigo oitavo da lei que impede uma nova prorrogação.

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